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28 janeiro 2010

feliz aniversário

«O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade.»
Albert Camus

18 janeiro 2010

BD - 5 melhores 2009

Evito tops. Top 5, top 10, top 40 ou top 100.
Mas em resposta a uma solicitação externa, acabei por ter de pensar um bocadinho na minha selecção pessoal dos 5 melhores livros de BD de 2009.

Posto isto... e valendo o que vale, aqui vai:


1. The Photographer (Into war-torn Afghanistan with Doctors Without Borders)
Guibert | Lefèvre | Lemercier
(First Second)


The Photographer (a edição original, Le Photographe, é de 2003) surge indiscutivelmente no topo desta lista como o melhor livro de BD que tive oportunidade de ler, em 2009. Na realidade não é um livro de BD, mas antes uma novela gráfica, construída a partir de algumas das 4000 fotos de Didier Lefèvre, tiradas durante a sua incursão no Afeganistão ocupado pela U.R.S.S., em 1986, acompanhando uma missão dos Médicos Sem Fronteiras. Foram necessários treze anos para que, a partir das notas e memórias de Lefèvre, e com recurso à arte do seu bom amigo Guibert, ambos reconstruíssem e tornassem públicos os acontecimentos desses cerca de 4 meses em território afegão, que quase custaram a vida do fotógrafo. É uma história poderosíssima e tocante, que a inocência, desprendimento e entrega de Lefèvre tornam ainda mais fascinante. É além disso um documento precioso para a compreensão do trabalho dos MSF, da cultura e vivência do povo afegão e uma visão única e genuína daquela região do globo, que traz alguma luz à envolvência histórica que faz com que, ainda hoje, este seja um dos locais do mundo mais inacessíveis, violentos e perigosos.



2. Stitches, a memoir

David Small
(W. W. Norton & Company)

Quando acabei de ler Stitches não hesitei em colocá-lo na prateleira que reservo aos clássicos, cá em casa, Will Eisner, Art Spiegelman, Alan Moore, Hugo Pratt e por aí fora... É literatura gráfica, no seu melhor. As memórias autobiográficas de David Small, da sua peculiar, problemática e por vezes cruel família e da história kafkiana(?) de um rapazinho que após uma operação supostamente rotineira se vê privado da voz. Uma viagem à infância do artista, ao mundo dos anos 50 e ao dilema da criança que se depara com um drama traumático. Simultaneamente inocente e crítico, em Stitches a mudez serve também como pretexto para quadros e pranchas inteiras de narrativa gráfica genial, na minha opinião. Uma expressividade e fluidez que comparo, sem preconceitos, à de Eisner. Incontornável!!!




3. Berlin - City of Smoke

Jason Lutes
(Drawn & Quarterly)

City of Smoke é o segundo (e penúltimo) volume deste relato romanceado de Berlim entre as grandes guerras. As conturbações sociais e políticas da capital alemã entre 1927 e 1930 (a a tensão crescente entre comunistas e nacional-socialistas, a marginalização dos judeus, mas também o despontar do jazz e da vida nocturna cosmopolita) surgem como elementos quotidianos dos personagens de Berlin, que o autor constrói com uma profundidade e realismo só à disposição dos grandes da narrativa. É um épico histórico que se lê como um bom romance, de um só fôlego, com a vantagem de contar com a abordagem gráfica excepcional de Lutes.









4. A Metrópole Féerica (Terra Icógnita, Vol. I)

José Carlos Fernandes | Luís Henriques
(Tinta da China)

A edição deste ano do FIBDA (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora) distinguiu A Metrópole Feérica como o melhor álbum português. Para quem conhece o trabalho destes dois autores (que já haviam colaborado em Black Box Stories 1) não é uma notícia surpreendente. Depois de ler o livro, tornam-se óbvias as razões para tal distinção. José Carlos Fernandes é dos mais prolíficos criadores de BD nacionais e o fio condutor do seu imaginário são farpas de crítica social daquelas que nos fazem sangrar profusamente, porque nos reflectimos nelas com facilidade (ainda que dificilmente com conforto). Em Luís Henriques parece ter encontrado alguém à altura do desafio de, artisticamente, dar corpo aos universos paralelos que vai criando. Seis estéticas diferentes, para outras tantas histórias que compõem A Metrópole Feérica evidenciam a capacidade técnica de Luís Henriques e fazem deste álbum um dos meus preferidos de 2009.


5. 100 Bullets - WILT (TPB #13)
Brian Azzarello | Eduardo Risso
(Vertigo | DC Comics)

Com a compilação dos comics 89 a 100 desta série termina um dos mais fascinantes trabalhos de ficção policial (falta-me melhor termo), que li nos últimos tempos. Colocar o #13 nesta lista do que considero os melhores de 2009 é só uma desculpa para relembrar os restantes álbuns. Este título, apesar de constar do catálogo de uma das editoras mais mainstream do mercado da banda desenhada é óbrigatório para quem, como eu, não resiste a uma boa história de policial negro, com um toque de espionagem e violência q.b., ao estilo Tarantino. Veja-se a premissa de 100 Bullets -- a possibilidade de vingança, sem punição, que surge sob a forma de um estranho que oferece uma mala em cujo interior estão: uma arma, 100 balas que uma vez disparadas não serão identificáveis nem alvo de investigação policial, além de documentação que identifica, localiza e prova o envolvimento do alvo da vingança num evento traumático para o potencial futuro detentor da mala. Como recusar uma oferta destas? Este é apenas o pretexto para uma trama de proporções gigantescas envolvendo o sub-mundo do crime e grandes corporações, com surpresas suficientes pelo caminho para tornar a leitura compulsiva. Um argumento de primeira de Brian Azzarelo e arte completamente viciante de Eduardo Risso.

28 dezembro 2009

Estou sujo. Roído de piolhos. Os porcos, quando olham para mim...vomitam!

d'Os Cantos de Maldoror, por Isidore Ducasse

25 dezembro 2009

come o papa...

«A mulher de 25 anos, com dupla nacionalidade, italiana e suiça, que ontem saltou as barreiras de segurança colocadas dentro da basílica de São Pedro e empurrou o Papa Bento XVI, quando o pontífice percorria o corredor central da basílica, foi hospitalizada para realizar exames médicos.

O Vaticano não esclarece que tipo de exames, apenas refere que a mulher trata-se de uma pessoa aparentemente desequilibrada que estava desarmada no momento em que saltou as barreiras de segurança.»
in tsf.sapo.pt

Ainda bem que vivemos numa sociedade de informação e temos jornais e televisão e internet...
Fora de contexto, as últimas semanas levariam qualquer um a dizer que Itália é um país de políticos corruptos, fanáticos religiosos e... doentes mentais.

Mas não fui eu que disse!!!

21 outubro 2009

de deus e do diabo

A bíblia «é um manual de maus costumes e um catálogo de crueldades».
José Saramago

«José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios? Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter.»
Mário David



Após ler as duas declarações acima, a minha primeira reacção foi:
Mas quem diabo (pode-se dizer diabo, assim sem mais nem menos numa frase, certo?) é o Mário David?

Bem, o Saramago sei quem é... já li livros dele, gostei mais de uns que outros, apesar de lhe reconhecer a qualidade na escrita e admirar a intencionalidade no conteúdo das obras (concorde ou não com as opiniões subentendidas no mesmo). Aparentemente, até uns tipos em Estocolmo, que lêem um bocado mais que eu, lhe reconheceram qualidades semelhantes. Agora, o Mário David?!!!

Bom, falha minha. Uma pequena pesquisa permitiu-me saber que Mário David é para além de deputado europeu eleito pelo PSD também vice-presidente do Partido Popular Europeu. Mais ainda, em 2005 foi eleito para a Assembleia da República pelo distrito de Leiria (epá, como é que isto me passou ao lado) e tem condecorações atribuídas por 3 estados ( Bulgária, Ucrânia e Roménia). Além de ter visitado "quase" 60 países. Se juntarmos isto ao facto de ser membro do Conselho Leonino do Sporting Clube de Portugal e à foto em que surge lado a lado com Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso, é impossível não atribuir credibilidade a este senhor. Pondo as coisas ainda noutra perspectiva, este tipo parece-me bem mais simpático que o Saramago, que deve ser um gajo sisudo e sério. O Saramago não tem facebook nem me convida a tomar "Café com José" como o Mário.

Porque é que estou a perder dez minutos do meu tempo a escrever isto, ou porque é que havia de me preocupar com apenas uma das centenas de notícias, ainda por surgir, à volta das declarações do Saramago a promover o seu novo livro?

Porque me envergonha que o Mário se envergonhe de ter nascido no mesmo bocado de terra que o Saramago.

Porque não compreendo que a expressão de uma opinião, ideia ou convicção de um escritor, que faz o que lhe compete: escrever e expressar opiniões, possa servir de desculpa para que se dê voz às vozes da intolerância.

«Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter.» Pessoas de bom carácter? Huumm, misturar bom carácter com religião e política, assim, sem mais cuidados, dá-me ideia que vamos apodrecer as poucas maçãs que sobram incólumes na cesta.


«...até porque as contas com Deus não são definitivas, e sim com os homens, que o criaram
(...) Deus, demônio, o bem, o mal, tudo está em nossa cabeça e não no céu ou no inferno, que também foram inventados pelo homem. Não nos damos conta que, ao inventar Deus, imediatamente nos tornamos seus escravos.»
José Saramago

19 fevereiro 2009

Acho que vai ter de ficar para outro dia

Há uns anos a esta parte que mantenho, de forma tão sistemática quanto me é profissionalmente possível, uma rotina solitária - misantrópica e doentia diriam alguns - que me ocupa a quase totalidade da hora de almoço. À custa desse hábito consegui anular quase por completo os convites dos colegas de trabalho para os acompanhar durante a refeição, cansados das recusas sucessivas e mais ou menos inconsistentes. Resolvo apressadamente, e com frequência de forma negligente, a questão alimentar propriamente dita e sento-me, dentro do carro, à coberta de uns plátanos (seria mais poético se fossem outras árvores, menos comuns e urbanas, bem sei, mas é a triste realidade). Tiro o livro da mochila e embarco na luta de tentar abstrair-me o suficiente para usufruir do momento, enquanto mecanicamente vou verificando o relógio para não me atrasar.

Foi mais ou menos neste contexto que me encontrei hoje, mas desta feita com o computador portátil sobre os joelhos, pronto para começar a escrever este artigo. Acendi um cigarro e pensava atirar-me de forma crítica à deprimente falta de público que assola parte dos espectáculos na cidade ou então elogiar o trabalho das associações e programadores que, apesar da dificuldade em obter apoios, insistem em promover iniciativas de qualidade.

Nunca o cheguei a fazer. A poucos metros de onde me encontrava, uma família de ciganos rondava uma carrinha branca, suja e picada de ferrugem. Enquanto o chefe de família habilmente fazia crescer do chão cestas de verga em série, a um ritmo acelerado, a cigana lavava, numa água absolutamente opaca, pedaços de tecido vagamente semelhantes a peças vestuário. Ali por perto, dois miúdos (o mais pequeno ainda com um andar cambaleante de quem apenas há uns meses começou a andar) interrompiam ciclicamente as brincadeiras com o triciclo de duas rodas para abordar os transeuntes, braço estendido e voz chorosa.

Perdi-me no raciocínio quando ia dissertar sobre o acesso universal e democratizado à cultura e na necessidade de reeducar os públicos; sobre a profusão de informação disponível e de como é virtualmente impossível não usufruir, ainda que parcialmente, da enorme oferta cultural da cidade... Acho que vai ter de ficar para outro dia.


como publicado na rubrica Advogado do diabo,
Jornal de Leiria, ed.1284 (19.II.2009)

10 outubro 2008

saudade

Abrir uma garrafa de vinho. Daquelas guardadas para ocasiões especiais.
Ouvir os teus conselhos e esquecer o tempo e esquecer o vinho que respira ao pé da lareira acesa, porque deixou de ser importante.
E sentir-me pequeno e descuidado e inseguro e não me preocupar com nada disso, porque estou contigo e quando assim é, nada há a temer.
Saudades... muitas saudades tuas, companheiro.

03 outubro 2008

sedução


- És uma sedutora!...

Ela não retorquiu. Deixou o silêncio crescer e ocupar espaço entre os dois, depois atravessou-o para alcançar o outro lado da mesa e tirar um cigarro do maço dele, sem o pedir. Acendeu-o e por momentos, após libertar a primeira baforada de fumo, pareceu tentada a falar. Ao invés...sorriu. Aquele sorriso lânguido e cínico que apenas quem esbanja elogios, por lhe sobejarem, consegue exibir.

Olhou-a nos olhos, brilhantes, fogosos. Ainda o mesmo misto de temeridade e inocência esquecida. Nele, a impressão de sentir a alma revirada e uma compulsão para suster a respiração por tempo indeterminado.

Baixou os olhos para o maço e serviu-se também ele de um cigarro. Bateu-o na mesa, três ou quatro vezes e levou-o aos lábios para o acender. Suspendeu o gesto, em pleno ar, e tornou a encará-la. Ela abandonou o sorriso e inclinou ligeiramente a cabeça, indagadora.

Num impulso, levantou-se. Repôs o cigarro no maço e afastando uma melena, pousou-lhe suavemente um beijo na fronte.

- E um doce... mas isso já tu sabes.

Agarrou no saco de viagem e deixou uma nota em cima da mesa, deixou a esplanada do café e deixou-a a ela, como quem guarda, esquecida, uma velha fotografia numa caixa.

12 setembro 2008

ways in which the future has failed me

via http://www.warrenellis.com/:



«My warp moon is nine years late. I have been cheated out of a faster than light moon run by Martin Landau. Bastards.»

sonho de uma noite de verão

O fim do solo do Miles traz-me de volta à realidade, imerso na luz suave espalhada pelo candeeiro no canto da sala. Na rua é de noite. Cá dentro lembro-me do vinho no decantador.

Não sei há quanto tempo estás assim, olhando para fora, a silhueta recortada contra a janela aberta por onde vai entrando uma brisa quente talvez por causa dos fogos de Agosto... ainda que eu desconfie que é o contacto com o teu corpo que a aquece.

Sinto-te um ligeiro estremecer quando ouves o som do vinho a cair no copo, mas manténs-te de costas voltadas, olhos no firmamento (ou será ao contrário?). Não te consigo ver o rosto, por isso prefiro acreditar que estás a sorrir.

Humm... perfeito. Este vinho sabe-me a tranquilidade.

vá... agora a sério



Existem poucas fontes de humor genuíno como é o caso do myspace. Isto porque a melhor comédia é aquela que se reveste de realidade. É um bocado como naqueles programas de vídeos amadores, em que é impossível não soltar uma gargalhada, ainda que depois se fique a imaginar o asfalto ensopado de sangue e os paramédicos a estancar as hemorragias do adolescente do ecrã, enquanto lhe retiram bocados de metal retorcido de dentro do estômago...

Pois as gargalhadas que o myspace já me proporcionou por si só, mais aquelas causadas por discussões parvas (e etilicamente induzidas, há que admiti-lo) que ultimamente me têm perseguido forçam-me a deixar aqui estes links...

why myspace sucks and so do you
16 reasons why myspace sucks

23 agosto 2008

onde vivi e para que vivi

«Rumei para os bosques porque queria viver deliberadamente, fazer face apenas aos factos essenciais da vida e ver se podia aprender o que ela tinha a ensinar-me, sem chegar a descobrir, às portas da morte, que não tinha vivido. Não queria viver o que não era vida. Viver é demasiado importante. Nem queria praticar a resignação, a menos que tal fosse necessário. Tencionava viver profundamente e absorver a vida até ao âmago, viver de forma tão vigorosa e espartana como arrancar tudo o que não fosse vida pela raiz, desbastando um amplo espaço, deixando-o raso, encurralar a vida e reduzi-la aos seus termos mais elementares e, se fosse medíocre, retirar-lhe toda a genuína mediocridade e divulgar tal mediocridade ao mundo. A verdade é que a maioria dos homens, parece-me, sente uma estranha incerteza quanto a tudo isto (será obra do Demo ou de Deus?), concluindo de forma célere que o principal objectivo do homem aqui é "glorificar Deus e desfrutá-lo eternamente".

Contudo, vivemos na mediocridade, quais formigas, mesmo que a fábula nos conte que há muito tempo nos transformámos em homens. Lutamos com gruas, quais pigmeus. É erro sobre erro e remendo sobre remendo, e a nossa melhor virtude decorre de um infortúnio supérfluo e evitável. A nossa vida é desperdiçada em pormenores. Um homem honesto dificilmente precisa de contar para lá dos seus dez dedos, podendo, em casos extremos, acrescentar os dez dedos dos pés e que o resto se acumule. Simplicidade, simplicidade, simplicidade! Digo-vos "que as vossas labutas sejam duas ou três, não uma centena ou um milhar, que ao invés de contardes um milhão contai meia dúzia e terão uma ideia geral das contas". No meio deste mar picado da vida civilizada, tais são as nuvens e tempestades e as areias movediças e mil e um itens a ter em conta, que um homem tem de viver, para não se mergulhar e ir ao fundo antes sequer de chegar ao seu porto, por estimativa, tendo ainda de ser um grande calculista com êxito. Simplificar, simplificar.»

excerto de "onde vivi e para que vivi", de Henry David Thoreau

16 julho 2008

e se depois?

Foi imediatamente após desligar o telefone que fui assaltado pelo discernimento. Revólver em punho, completamente sem receio. Nem máscara de esqui nem meia de nylon, assim mesmo, de cara descoberta.

O que julgas que estás a fazer?

Hás-de ter muito a ver com isso! De qualquer das formas, já é tarde demais!

Sem lhe dar tempo de engatilhar, fui directo ao pescoço, dentes na jugular. E arrumei ali mesmo a questão, de uma vez por todas...

09 abril 2008

green machine




"ITS ABOUT LEFTING YOUR SOUL IN PLACES AND COME TO COLLECT IT IN THE END!"

ITS?
LEFTING?
COME?

Huum, I do wonder what kind of places are they "lefting" their souls in?

27 março 2008

linux kill bill



a minha conversão ao linux está em preparação...
vou fechar as portas ao sr.bill gates, à microsoft, ao windows, aos blue screens...

ah! o doce sabor da liberdade...

14 janeiro 2008

do estado da ciência

Anda desde ontem às volta na minha cabeça uma notícia (ou será que alucinei? -- não encontro fontes em lado nenhum), daquelas para preencher espaço morto no telejornal, referindo um estudo científico(?), acerca da relação entre a predisposição e estado de espírito para enfrentar o dia e o lado da cama usado para nos levantarmos.
De acordo com o referido estudo, levantar da cama pelo lado esquerdo estará associado a emoções positivas e auto-confiança, ao passo que fazê-lo pelo lado direito provocará ao longo do dia situações de stress e medo (sim... medo!).

Não estranhei, portanto, quando ontem à noite, ao passar no vão de escada do prédio, ouvi o tom de voz elevado dos casais em acesa discussão acerca de trocas do lado da cama, e as consequentes mudanças de conteúdo das mesinhas de cabeceira, gavetas abrindo e fechando em sequência, até às tantas da manhã. Tampouco estranhei o burburinho de gemidos abafados que, esta manhã, se iam escapando dos acessos de sexo fortuito dos que, tendo optado por não trocar de lado da cama, se viram na necessidade de rebolar sobre o companheiro para conseguir sair pelo lado "certo", e não resistiram ao que a natureza tem de melhor.

Estudo científico? Mas estes gajos não deviam andar à procura da cura para a SIDA, ou de uma forma de eliminar a acumulação de dióxido de carbono?

10 janeiro 2008

conversa de café

"Cátia, quero um café e um sonho para a mesa 3!"

Traga-me o mesmo para esta mesa, por favor...
...sem o café!